Família espera notícias sobre adolescente e criança desaparecidas em desabamento na Muzema

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Neste domingo, moradores e voluntários acompanhavam o trabalho de equipes de resgate onde dois prédios desabaram na Muzema, na Zona Oeste Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo
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Acompanhando atento o trabalho das equipes de resgate, Credimar Corrêa da Silveira, espera notícia da filha Lauana Vitória Correia Barroso, de 15 anos. A menina está desaparecida desde o desabamento de dois prédios na Muzema, na Zona Oeste da cidade, junto com seu irmão Isac de 9 anos. Silveira está no local desde sexta-feira acompanhado pelo irmão. Ainda esperançoso aguardando o resgate da adolescente e da criança, resumiu o sentimento no momento:

– É muito importante agradecer todos os voluntários que estão aqui ajudando todo mundo, o pessoal que ofereceu a própria casa como ponto de apoio, muita gente da igreja ajudando também, não tenho palavras para agradecer. A Paloma estava morando lá há cinco dias só. Comprou o apartamento na alvenaria ainda e foi reformando aos poucos – falou.

Uma das sobreviventes da tragédia é Paloma Paes Leme, mãe de Lauana e Isac, ainda desaparecidos; de Rafael, de 4 anos, resgatado com vida; e de Pedro Lucas de 7 anos, que faleceu. Paloma era esposa de Raimundo Nonato, tirado dos escombros já sem vida.

Vizinhança abalada

O garçom Francisco Souza mora no terceiro andar de um dos edifícios ao lado dos prédios que desabaram. Ele e a esposa não têm a liberação para voltaram para casa e estão dormindo no apartamento da prima dela. Antes de precisarem sair de casa, na sexta-feira, ouviram um barulho, mas por não identificarem o motivo permaneceram no imóvel. Na fuga, deixaram para trás até mesmo pertences pessoais.

– Na sexta-feira, de manhãzinha, eu e minha esposa ouvimos um estalo forte. Fomos na varanda, não vimos nada, e voltamos para cama. Não deu nem 5 minutos e a gente ouviu um barulho muito forte, nosso prédio chegou a tremer. Nós saímos correndo, não deu tempo de levar nada. Ainda não disseram pra gente quando vamos pegar nossas coisas. Mas o que é material, nós corremos atrás e compramos de novo. A vida das pessoas que ainda estão lá não tem preço – diz Souza.

EXTRA

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