GINÁSTICA ACROBÁTICA – Time de Brasília ganha quatro medalhas de ouro e duas de prata nos EUA

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Treino da Akros no anexo do Nilson Nelson: planos de mais competições internacionais neste ano
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Na modalidade que envolve saltos, equilíbrio, leveza e força, grupo do DF consegue bons resultados diante de competidores de 64 clubes de 18 países

Em um espaço arejado e bem iluminado, anexo ao Ginásio Nilson Nelson, meninas e meninos “brincam”. Vestidos com um uniforme vermelho e cinza, algo diferencia os sorrisos, enquanto todos pulam, saltam correm e fazem acrobacias. A dedicação individual e coletiva chama a atenção do visitante. A “brincadeira” é séria, tem nome e bons resultados: ginástica acrobática. O esforço nítido se reflete na contração muscular e no olhar compenetrado ao fazer cada movimento. Não à toa, o grupo voltou de uma competição nos Estados Unidos com quatro medalhas de ouro e duas de prata.
A equipe Akros, que funciona em parceria com a escolinha de esportes do GDF, levou 21 atletas para Las Vegas. O time do DF participou da 3ª Vegas Acro Cup, uma copa internacional interclubes. No último discurso para pais e integrantes do grupo, a professora Márcia Colognese foi sincera: a turma era nova — tanto que não conseguiu formar nenhum menino a tempo de participar da competição — e a Akros disputaria diante de 64 outras entidades de 18 países. Ninguém precisaria se decepcionar se os resultados não viessem, mas ela queria garra e foco.
Mas as medalhas apareceram. Segundo a técnica, o planejamento e o trabalho foram fundamentais, mas um ponto acabou fazendo a diferença. “Havia a motivação por ser uma equipe nova. Era a primeira viagem de muitos. Até a primeira viagem de avião”, lembra Márcia, que se dedica à ginástica há 22 anos, 10 deles como atleta. Hoje, ela toma conta de 61 associados da Akros e mais 100 alunos da escolinha de esportes do GDF. O trabalho de peneira feito por Márcia é importante para descobrir talentos — em alguns casos, de crianças que não teriam condições de pagar caro para entrar em um clube privado. Pelo menos sete atletas que foram a Las Vegas, por exemplo, estudam em colégios públicos.
“A primeira coisa que eu vejo é o olho: se brilhar, a criança tem jeito. O resto é força de vontade e dom”, ensina a treinadora paulista, que veio para Brasília em 2007, acompanhando a transferência do marido. Mayanna de Morais Magno é uma das atletas. Com 13 anos, a moradora da Granja do Torto é uma das mais experientes do grupo. Começou há cinco anos. “Quando minha mãe me colocou, eu não conhecia a ginástica acrobática. Eu comecei a gostar. Hoje, sou apaixonada”, conta a menina, afirmando que a competição em Las Vegas não foi nada fácil.

Como funciona a modalidade

Aqui é importante explicar a diferença entre as ginásticas. Três delas fazem parte do programa olímpico: a artística, a rítmica e o trampolim. A primeira tem competições individuais e por equipes, masculinas e femininas, com provas de solo, barras, traves e argolas. A segunda, exclusivamente feminina, é feita individualmente ou por times, com o uso de fita, corda, maça, bola e arco. Por fim, a terceira usa uma rede para impulsionar o/a atleta, que faz saltos e acrobacias. Já a ginástica acrobática é realizada por homens e mulheres, em duplas, trios ou quartetos. A dinâmica envolve saltos, acrobacias e equilíbrio.
Basicamente existem três funções na modalidade: base (direciona e suporta o peso das companheiras, por isso, deve ser mais experiente e forte); intermédio ou intermediário (deve ser mais leve e menor que a base, mas capaz de segurar o peso de outra pessoa); e volante (posição que fica no topo, e precisa ser bem leve e ágil). Mayanna é base. Já a novata Letícia Galvão, de apenas 7 anos, é volante. “Eu gostei da competição. Tenho vontade de voltar para outras”, conta a moradora da Asa Norte, pronta para mudar de nível este ano. “Dá um friozinho na barriga”, diz, tímida.
Letícia é uma daquelas em que Márcia viu o brilho nos olhos. A menina chorava todas as vezes em que a irmã, Beatriz, viajava para um torneio. “Ela ia e eu ficava com vontade”, lembra. Desta vez, a treinadora a chamou para a viagem. “Eu fiquei muito feliz”. Agora, para Letícia e demais meninos e meninas da Akros, é mais planejamento e muito trabalho, conta a exigente Márcia Colognese. Além das competições regionais e nacionais, há torneios na Inglaterra, em Portugal e na Alemanha, ainda este ano.

O desempenho

Conheça o resultado do grupo da Akros na Las Vegas Cup
Medalha de ouro
Dupla: Lorena Alhaug e Isabela Azevedo
Trio: Alanna Pinheiro Cabral, Júlia Meneses Barreto e Letícia Galvão Wosiach
Trio: Ana Franceschini, Beatriz Wosiach e Mayanna Magno
Dupla: Amanda Brandão e Moara Vargues
Medalha de prata
Dupla: Gabriella Limeira e Letícia Lima
Trio: Júlia Soares, Maria Eugênia e Paloma Vaz
Quarto lugar
Trio: Bruna Menezes, Fernanda Duarte e Keity Ferreira
Trio: Ana Brasileira, Gyovanna Lacerda e Manuela Veras

df.superesportes.com.br

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