A aeronave que caiu logo após decolar do Campo de Marte nesta sexta-feira, 30, era do modelo Cessna 210N, de prefixo PRJEE. Ela pertencia a Fernando Matarazzo, empresário do setor imobiliário e de venda de automóveis – era um representante da Mitsubishi. O dono não estava a bordo, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O peso máximo de decolagem era de 1,7 tonelada e a aeronave comportava até cinco passageiros. A inspeção anual de manutenção da aeronave tinha validade até 13 de dezembro deste ano.

A Anac aponta que o veículo estava registrado sob a categoria de serviços aéreos e que o certificado de aeronavegabilidade estava válido até o ano de 2022.

O avião de pequeno porte caiu na tarde desta sexta-feira, na Avenida Antônio Nascimento Moura, próximo ao aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos duas pessoas morreram e doze ficaram feridas. A aeronave atingiu uma casa e danificou pelo menos outras duas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os corpos do piloto e do copiloto foram retirados de dentro da aeronave. A identidade das vítimas não foi divulgada. Entre os feridos, sete eram pedestres que passavam pelo local do acidente e cinco, pessoas que estavam dentro das casas atingidas pela aeronave. Nenhum dos feridos corre risco de morrer e o foco do incêndio está controlado.

Segundo testemunhas, o avião estava decolando quando caiu ao lado de um posto de gasolina. A aeronave havia decolado do Campo de Marte às 15h55, com destino a Jundiaí, no interior paulista.

“Vi ele passando bem baixinho e, depois, teve a explosão. Deu um barulho alto, saiu fumaça preta na hora, ficou um cheiro de fumaça”, disse o frentista Francimar Tomé da Silva, de 47 anos. “Teve correria para ver, para tirar fotos. Tinha pessoa gritando dizendo corre, corre, para sair fora, gritando pra sair.”

Uma testemunha que trabalha em uma empresa localizada na Avenida Brás Leme, a duas quadras do acidente, também viu o momento da queda. “Vi que o avião subiu do aeroporto, fez um rasante nas árvores e caiu em uma rua bem em frente (da empresa onde trabalha), atrás de um posto de gasolina.”

Segundo o economista Carneiro Filho, logo após a queda, houve uma explosão. “Explodiu, deu bastante estrondo e uma labareda bem alta.”

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dez viaturas foram deslocadas para o local onde caiu a aeronave.

O arquiteto Vainer Ragusa, de 50 anos, passava pela Brás Leme, após sair de uma consulta médica, quando viu a queda. “Estava no farol da Brás Leme, no sentido Santana. Vi que o avião levantou voo e perdeu potência, começou a baixar e caiu entre a rua e uma casa”, conta.

Segundo Ragusa, a aeronave atingiu carros. “Estava a uns 200 metros e senti o calorão. Foi muito feio.”

Estadão Conteúdo

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